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Após um processo intenso de articulação e mobilização, marcado pela participação de dezenas de organizações da sociedade civil de todo o país, a Rede Desarma Brasil foi eleita um dos membros do novo Conselho Nacional de Segurança Pública, o CONASP.
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Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da PUC-Rio relaciona a queda no número de homicídios no Estado de São Paulo, entre 2001 e 2007, ao crescimento na apreensão de armas - sobretudo após o Estatuto do Desarmamento entrar em vigor, em dezembro de 2003. O trabalho aponta que, a cada 18 armas apreendidas, foi poupada uma vida.
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O Brasil registrou 47,7 mil assassinatos em 2007, o equivalente a uma média diária de 117 mortes. "Isso é mais do que um Carandiru por dia", afirma o autor do estudo Mapa da Violência, Júlio Jacobo.
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Dois milhões de armas de fogo foram registradas no país entre 2006 e 2009. Só no ano passado, 1,32 milhão de armas foram registradas, sendo 20% dessas nos dois últimos dias do ano, quando o prazo estabelecido pelo Estatuto do Desarmamento, de 2006, foi encerrado. |
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Em três meses a campanha municipal de Entrega Voluntária de Armas na cidade de São Paulo, iniciada em outubro desde 2009, recolheu 1.110 armas de fogo. A campanha foi realizada em parceria entre o Instituto Sou da Paz, a Prefeitura de São Paulo, o Governo Federal e a Arquidiocese e contava compostos fixos, presentes nas 31 Inspetorias da Guarda Civil Metropolitana, e postos itinerantes em 28 igrejas da cidade e nos Parques Ibirapuera e do Carmo. |
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Mortes por armas de fogo cresceram muito desde 1996, sobretudo em estados como Pará e Minas Gerais, e passaram a cair após a implantação do Estatuto do Desarmamento. |
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