| De onde vêm tantas armas |
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É mais do que urgente interceptar, capturar e descobrir de onde vêm tantas armas. Na edição de hoje, o leitor vai se deparar com um episódio em que dois assaltantes armados invadem uma lotérica no Centro de Ponta Grossa em plena luz do dia e rendem funcionários e clientes. Em outro caso, três ladrões, um deles armado com revólver, entram em um ônibus do transporte coletivo municipal e roubam o dinheiro dos passageiros e do caixa. Em janeiro, a Polícia apreendeu 25 armas.
A pergunta que não quer calar é: de onde vem tanto armamento, se a população foi submetida a uma campanha para entregar suas armas de fogo? A hipótese da polícia varia desde o tráfico através do Paraguai, a confecção de revólveres, pistolas e espingardas artesanais até a falta de gerenciamento adequado dos que têm porte e guardam sua arma em casa. Durante essa semana, discutimos os reflexos da Campanha do Desarmamento e seus efeitos no número de homicídios e no aumento da criminalidade. Pelo menos até agora, não há confirmação que a retirada de armas de circulação tenha afetado de forma positiva a sociedade, ou seja, diminuido o número de homicídios, de assaltos e de outros crimes relacionados ao uso de armamento. Seria necessária uma nova cruzada em busca das armas de fogo remanescentes? Ou deveria haver uma força tarefa que tenha a incumbência de descobrir onde ainda se comercializam armas ilegais? Uma procura por oficinas clandestinas que fabricam armamento? O efeito poderia ser parecido com a campanha desenvolvida anteriormente, ou seja, por um tempo haveria uma diminuição dos crimes, a polícia estaria mais atenta a esse fato, haveria mais apreensões e outras ações. Passados alguns anos, a idéia nem estaria mais nas mentes e corações das pessoas e ninguém mais estranharia o fato de um bandido invadir uma lotérica no Centro de uma cidade média do Paraná armado de um revólver.É mais do que urgente interceptar, capturar e descobrir de onde vem tanto desejo de morte, o porquê de tanta violência. Feita essa tarefa, agir para tentar consertar o que está errado de forma eficaz.
FONTE: Jornal da Manhã (JM News) – 09.02.2010
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