|
Desvios feitos por partes das Polícias e do Exército |
|
|
|
|
Segundo o relatório final da CPI do Tráfico de Armas e o Sub-relatório, no rastreamento das armas apreendidas em crimes feito pelos seus fabricantes (Forjas Taurus S/A, Amadeo Rossi, Companhia Brasileira de Cartuchos – CBC e Indústria de Material Bélico do Brasil - IMBEL), 23% das armas usadas em crimes foram desviadas por empresas de segurança privada e em terceiro lugar, pelos próprios orgãos do Estado brasileiro (18% das armas rastreadas pelas fábricas), sendo que em sua maior parte sob responsabilidade das Polícias Militares e do Exército. Segundo o Relatório, este desvio por parte de setores do Exército acontece pela vigência de uma norma que dá aos militares o direito de comprar 3 armas de fogo novas, de 2 em 2 anos, para seu uso privado, a preço de custo, diretamente das fábricas. Ou seja, em 6 anos, podem acumular até 9 armas. Esta normativa específica do exército compromete a eficácia do Estatuto do Desarmamento já que abre uma brecha para a entrada de um arsenal de armas por ano em circulação no país.
|