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Dona de casa morta a tiro PDF Imprimir E-mail
Assassinada a tiro pelo ex-companheiro ontem em Porto Alegre, a dona de casa Nádia Nadir de Souza, 45 anos, encorpou uma preocupante estatística. Conforme a polícia, o homicídio de mulheres é o que mais cresce no Rio Grande do Sul. Conforme depoimentos de vizinhos à Brigada Militar, sempre que o ex-companheiro aparecia na residência de Nádia, na Rua das Orquídeas, bairro Jardim Protásio Alves, acontecia uma briga. Ontem, após discutirem, o homem disparou um tiro de espingarda calibre 12 contra a mulher. Atingida no pescoço, Nádia morreu na hora. A filha do casal, uma garota de 14 anos, foi baleada na barriga. Levada ao Hospital Cristo Redentor, ela não corre risco de morrer. A BM fez buscas na região, mas não localizou o assassino.

Na comparação entre o segundo semestre de 2008 com o mesmo período de 2009, o aumento do número de homicídios de mulheres foi de 118% na Capital. Este ano, ocorreram pelo menos oito casos.

– O álcool está presente em pelo menos 80% dos crimes, mas é crescente a quantidade de usuários de crack envolvidos nos casos de agressão – aponta a titular da Delegacia da Mulher na Capital, delegada Nadine Anflor.

Levantamento feito pela Delegacia de Homicídios aponta que mais da metade das mulheres assassinadas foi vítima de crime passional.

– São crimes que começam com ameaças e agressões, que as pessoas acabando aceitando por achar que se trata de brigas de família – resume o titular da Homicídios, delegado Bolívar Llantada.
 
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